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A decisão faz parte do processo de recapitalização e ajustamento operacional da instituição financeira.Luanda, 15 de Janeiro de 2026 – A administração do Banco Sol confirmou que vai proceder ao fecho de mais 20 agências bancárias e à dispensa de mais de 100 colaboradores, numa nova fase do seu Plano de Recapitalização e Reestruturação (PRR), aprovado pelo Banco Nacional de Angola (BNA) com vista a garantir a sustentabilidade da instituição no sistema financeiro nacional.
A medida faz parte da implementação do PRR, um programa que está a ser executado no período entre 2025 e 2027 e que já tinha levado, em junho de 2025, ao encerramento de 39 balcões em 10 províncias, incluindo Luanda, Benguela, Huíla e Namibe.
Segundo informações internas consultadas pela imprensa, a segunda fase do plano prevê agora o encerramento de 20 agências adicionais distribuídas por diversas regiões do país, abrangendo sobretudo postos de atendimento com baixa rentabilidade. Nesta fase, serão afetados mais de cem trabalhadores, com maior incidência nos setores comerciais e de atendimento ao cliente.
O banco, que se encontra sob supervisão periódica do BNA devido à sua importância sistémica para a economia, tem vindo a implementar um conjunto de medidas corretivas, que incluem não só o redimensionamento da sua rede de agências e a otimização da estrutura de pessoal, mas também a redução de custos operacionais, a recuperação de crédito malparado e a captação de depósitos.
No âmbito do PRR, os acionistas também estão impedidos de distribuir dividendos durante a implementação das medidas, assim como proibidos de conceder novos empréstimos às partes relacionadas ou realizar investimentos significativos até que os objetivos de viabilidade e solvabilidade sejam atingidos.
A administração do Banco Sol tem vindo a justificar estas decisões no quadro de um cenário económico desafiante, caracterizado por pressões sobre as margens de rentabilidade e a necessidade de reforçar a posição financeira da instituição para cumprir os rácios prudenciais exigidos pelo regulador.
Este novo ciclo de encerramentos e despedimentos acontece num contexto em que a instituição bancária enfrenta uma estratégia de recapitalização e ajustamento da sua estrutura operacional, com o objetivo de assegurar a sua continuidade no mercado angolano e responder às transformações do setor financeiro.




