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A decisão foi tomada durante a 127.ª reunião do Comité de Política Monetária (CPM), realizada em Luanda entre os dias 13 e 14 de janeiro, e representa a segunda redução consecutiva da taxa de referência no arranque de 2026. Luanda, 15 de janeiro de 2026 – O Banco Nacional de Angola (BNA) voltou a surpreender o mercado financeiro ao anunciar uma redução inesperada da sua taxa de juro diretora, que passou de 18,5% para 17,5%, numa clara sinalização de alívio monetário sustentado pelos dados mais recentes de inflação e evolução da economia nacional.
A decisão foi tomada durante a 127.ª reunião do Comité de Política Monetária (CPM), realizada em Luanda entre os dias 13 e 14 de janeiro, e representa a segunda redução consecutiva da taxa de referência no arranque de 2026.
O BNA justifica esta política monetária mais acomodativa com a continuação da desaceleração da inflação anual, que, em dezembro de 2025, se fixou em 15,7%, demonstrando uma tendência de queda que tem vindo a ganhar consistência nos últimos meses.
Em paralelo com a descida da taxa BNA, foi também reduzida a taxa da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez para 18,5%, enquanto a taxa da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez se manteve em 16,5%.
O governador Manuel António Tiago Dias explicou que a política de taxas mais baixas surge no contexto de uma desaceleração consistente dos preços, apoiada pela maior oferta de produtos de consumo no mercado e por condições monetárias mais favoráveis.
Segundo dados divulgados, esta redução das taxas ocorre numa altura em que as expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) continuam positivas, e as reservas internacionais do país apresentam níveis confortáveis, sustentando a confiança das autoridades na continuidade da trajetória de estabilização económica.
A diminuição da taxa de juro pelo BNA poderá:
Incentivar a atividade económica, ao reduzir o custo do crédito para empresas e famílias;
Refletir confiança na trajetória descendente da inflação, abrindo espaço para possível flexibilização adicional da política monetária ao longo de 2026;
Ter impacto nos mercados financeiros e de crédito internos, com potenciais efeitos positivos no investimento e consumo.




