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Líder brasileiro acusa potências globais de alimentarem conflitos e defende o fim do poder de veto, com maior representação de África e América Latina.O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, lançou duras críticas ao funcionamento do Conselho de Segurança da ONU, classificando-o como um “clube de senhores da guerra”, durante uma cimeira internacional realizada em Barcelona, a 18 de abril de 2026.
No seu discurso, Lula acusou os cinco membros permanentes do órgão — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos — de falharem na sua missão principal de garantir a paz e a segurança internacionais. Segundo o líder brasileiro, essas potências têm, pelo contrário, contribuído para a intensificação de conflitos globais.
Lula destacou que as decisões tomadas por essas nações têm impactos desproporcionais sobre os países em desenvolvimento, agravando crises económicas através do aumento dos preços da energia e dos alimentos. Criticou ainda o recurso a decisões unilaterais e a retórica de guerra, que, segundo afirmou, enfraquecem o consenso internacional e colocam em risco a estabilidade global.
Defendendo uma transformação estrutural do sistema internacional, o Presidente brasileiro apelou a uma revisão da Carta das Nações Unidas, incluindo a eliminação do poder de veto e a ampliação da representação no Conselho de Segurança, com maior inclusão de países de África e da América Latina.
Lula alertou que, sem reformas profundas, o actual modelo poderá conduzir a uma “paralisia global”, incapaz de responder eficazmente aos desafios contemporâneos.
O discurso reforça a posição histórica do Brasil em defesa de uma governação global mais equilibrada e representativa, num contexto de crescentes tensões geopolíticas e redefinição das alianças internacionais.



